Engenheiros, matemáticos e físicos foram os grandes responsáveis pelo surgimento da televisão. As pesquisas iniciaram no século XIX e continuam até hoje. Passou-se do cinema mudo para o cinema sonoro, da televisão em preto e branco para a televisão colorida. O olho humano percebe movimentos com 15 imagens por segundo, sendo que o ideal são 30 imagens por segundo. Com isto os monitores de televisão devem funcionar em uma determinada freqüência e então surgiram os padrões de televisão analógica que são utilizados até os dias atuais.
O NTSC (National Television System Commitee – Comitê Nacional de Sistema de Televisão) foi criado para introduzir cor no sistema preto e branco norte americano. O sistema ficou conhecido como VSB (Vestigial Sideband – Banda Lateral Vestigial), era modulado em QUAM (Quadrature Amplitude Modulation – Modulação de Amplitude em Quadratura), decompunha a luz branca em RGB (Red, Green e Blue – Vermelho, Verde e Azul) e utilizava níveis de luminância acrescentando crominância. Neste sistema o vídeo é formado por 30 imagens por segundo e foi adotado pelos EUA (Estados Unidos da América), maioria das Américas e algumas partes do Leste Asiático. A Alemanha desenvolveu uma variação deste sistema, denominado PAL (Phase Alternated Line – Linha Alternada em Fase), que resolvia alguns problemas do NTSC sendo o vídeo formado por 25 quadros por segundo. (Alencar, 2007; Fernandes, 2004)
Na França também foi desenvolvido o sistema SECAM (Séquentielle Couleur avec Mémoire – Cor Sequencial com Memória) que era incompatível com o próprio sistema preto e branco francês. O vídeo é formado por 25 quadros por segundo e foi adotado pelas antigas colônias francesas e belgas, pelos países do leste europeu, antiga União Soviética e países do Médio Oriente. Este sistema também ficou conhecido como SECAM-L.
O Brasil desenvolveu seu próprio sistema chamado de PAL-M cujo objetivo era obter um desempenho melhor do que o NTSC, manter a compatibilidade com a transmissão em preto e branco e evitar o pagamento de royalties devido à adoção de um padrão existente. O sistema opera com 525 linhas de vídeo, 60 campos de imagem por segundo, 4,2MHz de banda do sinal de vídeo e 30 quadros por segundo. (Alencar, 2004; Fernandes, 2004; Loss, 2008)
Além destes padrões, existem também padrões menos conhecidos e utilizados como PAL-B, PAL-G, PAL-H, PAL-I, PAL-D, PAL-N (Argentina, Paraguai e Uruguai), SECAM-B e SECAM-G (Oriente Médio, Grécia, antiga Alemanha Oriental), SECAM-H, SECAM-D e SECAM-K (Comunidade dos Estados Independentes e Europa Oriental), SECAM-K1, SECAM-L, entre outros.
No Brasil, a televisão teve sua grande estréia na década de 50, ainda em preto e branco, atingindo até a década de 70 um quarto dos lares brasileiros, ocorrendo a primeira transmissão em cores nesta mesma década. Atualmente o Brasil possui cerca de 55 milhões de televisores atingindo aproximadamente 90% dos lares. Com mais de meio século, agora a televisão no Brasil sofrerá mais uma mudança. Depois do preto e branco para as cores, agora a transformação é do analógico para o digital. (Alencar, 2004; Loss, 2008)
A denominada televisão de alta definição teve suas origens com pesquisadores japoneses que desejavam melhor qualidade de som e imagem. MUSE (Multiple Sub-Nyquist Sampling Encoding – Codificação Múltipla da Amostragem de Sub-Nyquist) é o nome dado ao primeiro sistema de televisão de alta definição conhecido (analógico), com mais de 1Gbit/s de informação, codificado com um canal de 27 MHz de largura de faixa.
Um projeto da comunidade européia chamado EUREKA também buscava melhora na qualidade de televisão e voltava seus esforços à tecnologia analógica, não obteve, entretanto, sucesso comercialmente, o que fez a comunidade européia investir na tecnologia digital. Já os EUA direcionaram seus estudos ao desenvolvimento de novos serviços de televisão de alta definição digital, o que deu origem à Grande Aliança, um consórcio formado por empresas e instituições para desenvolver um padrão de televisão totalmente digital. (Fernandes, 2004)
Portanto, os europeus foram os primeiros a colocar um sistema de TVD em operação, seguido pelos americanos e depois os japoneses.
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